Fonoaudiologia estética aliada à qualidade de vida


02/10/2017


Por Thaiane Firmino

Método criado por brasileira promove o rejuvenescimento não invasivo no Piauí

Enfrenta problemas como respiração errada, alterações na mastigação e mal-estar ao engolir? Já pensou em organizar a musculatura facial para melhorar a estética do rosto? Através de relaxamentos musculares, exercícios e orientações, a fonoaudiologia estética promove bem-estar e contribui com a manutenção da beleza. Baseada na motricidade orofacial – especialidade da fonoaudiologia que lida com a prevenção e remediação de dificuldades funcionais ligadas à face -, é indicada em casos de tensões musculares, antes e depois de procedimentos cirúrgicos, e também para homens e mulheres que desejam retardar o aparecimento dos sinais de envelhecimento. Na capital piauiense a procura por esse tipo de tratamento registrou aumento nos últimos anos, principalmente por promover resultados sem interferências cirúrgicas.

A repetição de movimentos e as expressões faciais que são feitas diariamente podem gerar rugas no rosto. Mastigar dos dois lados da boca, evitar fazer biquinho para fotos, sorrir de forma discreta e, quando estiver digitando, sentar em posição de 90 graus em relação ao celular ou ao computador, são mudanças de hábitos que previnem rugas. No entanto, em casos onde essas dicas não foram observadas, a intervenção fonoaudiológica pode devolver autoestima e qualidade de vida ao paciente. Através do Método Magda Zorzella (Método MZ) – criado pela fonoaudióloga que dá nome ao procedimento -, o avanço das rugas e a flacidez do rosto podem ser suavizados. Por ser um procedimento que dispensa cirurgia, tem chamado atenção de profissionais de outros países, que se deslocam até o Brasil para participar de cursos com Zorzella.

Fonoaudióloga Marina PeressinFonoaudióloga Marina Peressin

Segundo a fonoaudióloga Marina Peressin, que atua com o Método MZ há sete anos em Teresina (PI), a procura pelo tratamento no estado apresenta aumento a cada dia. “O crescimento do número de pessoas que buscam o rejuvenescimento não invasivo foi algo que me despertou para atuar com fonoaudiologia estética. O tratamento pode ser feito a partir dos 24 e até aos 75 anos. O procedimento é iniciado com sessões de avaliação, orientações e exame do sistema estomatognático (estruturas da boca). Na sequência, são realizadas de oito a dez sessões de terapia semanalmente, e mais duas quinzenais. Os retornos ao consultório ocorrem a cada três meses, para acompanhamento”, explicou. Peressin destaca ainda que, em casos de queimaduras na face, ou nos primeiros dias após a realização de intervenções cirúrgicas estéticas, a aplicação do Método MZ não deve ser feita.

Para a engenheira agrônoma aposentada, Maria Helena Paz (59), a insatisfação com marcas de expressão, sobretudo ao redor da boca, e a sensação de face cansada, foram fatores que a levou a buscar a fonoaudióloga Peressin. “A partir da quinta semana os efeitos positivos já se fizeram presentes. Ao término, na décima semana, os meus objetivos foram atingidos. O tratamento auxiliou, paralelamente, na forma correta de dormir, de mastigar e até de ingerir líquidos”, contou entusiasmada. Atraída pelo fato de obter os resultados desejados sem ter que enfrentar os bisturis, Cândida Maria da Paz Melo (54) também buscou o consultório para conhecer o Método MZ. Cautelosa, a enfermeira decidiu pesquisar sobre o procedimento antes de iniciar o tratamento. “Algumas rugas de expressão me incomodavam. Após o tratamento reconheço que minha autoestima melhorou. Percebo que evolui não apenas esteticamente, mas respiro melhor, por exemplo”, afirmou. Além do fonoaudiólogo, o cirurgião plástico, dermatologista, otorrinolaringologista e nutricionista, podem indicar o tratamento.