Representantes do Conselho de Fonoaudiologia se reúnem com superintendente de Complexo Hospitalar Universitário


27/04/2018


Por Thaiane Firmino

No mês de março estiveram reunidos com o superintendente do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), José Luciano Bezerra, as conselheiras do Conselho de Fonoaudiologia da 8ª Região (Crefono 8), Cláudia Muniz e Rosana Iório, além da fiscal Sayonara Esmeraldo e do assessor jurídico, Carlos Paiva. O encontro aconteceu em Fortaleza (CE) e contou também com a presença das fonoaudiólogas Cláudia Sobral, Alessandra Teixeira, Vanessa Feijó e Patrícia Pereira, que atuam no Complexo. Na ocasião, a ampliação do número de fonoaudiólogos foi o tema central.

Fga. Alessandra Teixeira, Cons. Fga. Rosana Iorio, Cons. Fga. Cláudia Muniz, Fiscal Fga. Sayonara Esmeraldo, Fga. Patrícia Pereira e Fga. Claúdia Sobral

Fga. Alessandra Teixeira, Cons. Fga. Rosana Iorio, Cons. Fga. Cláudia Muniz, Fiscal Fga. Sayonara Esmeraldo, Fga. Patrícia Pereira e Fga. Claúdia Sobral

De acordo com a fonoaudióloga Cláudia Sobral, que realiza atendimentos no bloco dos ambulatórios em espaço conjunto com a otorrinolaringologia, a impossibilidade de atender pacientes de outras áreas da medicina acarreta na criação de fila de espera. Já para a fonoaudióloga Alessandra Teixeira, que atua no serviço de audiologia, seriam necessários mais seis fonoaudiólogos para que, além da diversidade de exames realizados (Audiometria Tonal e Vocal, Imitanciometria, BERA, Emissões Otoacústicas, Vectoeletronistagmografia e Reabilitação Labiríntica), o acompanhamento dos 2.100 usuários de próteses auditivas se desenvolvesse com excelência. A fonoaudióloga Vanessa Feijó pontua ainda que a equipe para a assistência hospitalar é composta por apenas três profissionais e, por isso, atende exclusivamente a pacientes com prescrição.

O trabalho do fonoaudiólogo nas unidades neonatais é fundamental, pois visa proporcionar ao recém-nascido prematuro (ou com alterações que comprometem o desempenho do sistema motor oral) a retirada precoce da sonda, o que gera antecipação da alta hospitalar. Segundo a fonoaudióloga Patrícia Pereira, que tem atuação na MEAC, a Maternidade conta com apenas cinco fonoaudiólogas distribuídas em unidades de cuidados intensivos; cuidados intermediários; cuidado intermediário canguru e em dois andares de alojamento, onde favorecem o processo de amamentação e realizam o Teste da Linguinha – obrigatório desde o ano de 2014. Com volume assistencial de 900 a 950 atendimentos mensais, Pereira destaca a sobrecarga. Ela alerta ainda que na unidade de terapia intensiva para adultos não há profissional para prestar assistência e, por isso, para realizar avaliação fonoaudiológica há necessidade de remanejamento, o que dificultava o acompanhamento do paciente ao longo da intervenção terapêutica.

O superintendente do HUWC e da MEAC apresentou o histórico das unidades e explicou a criação do Complexo. De acordo com ele, o mesmo foi originado através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada em 2011 pelo governo federal com a finalidade de recuperar os 39 hospitais universitários do país. Bezerra foi favorável às solicitações do Conselho, mas informou que houve um corte de 30% nos recursos humanos e que a área da fonoaudiologia foi uma das afetadas. Na oportunidade, o superintendente solicitou que o Crefono 8 encaminhe as novas normativas publicadas e redija documento para a EBSERH pois, segundo ele, há previsão de realização de concurso público em 2019 e o documento enviado pelo Conselho ajudará no planejamento.